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Morte de Caíque Verli: crise convulsiva pode ser fatal?

Por Médico das Mãos · · 2 min de leitura
Morte de Caíque Verli: crise convulsiva pode ser fatal?
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A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a morte do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, aos 33 anos. O jornalista foi encontrado morto em seu apartamento, em Vitória, na quinta-feira, 23. A principal hipótese da corporação é que o óbito tenha relação com problemas de saúde, especialmente pelo histórico de crises convulsivas do jornalista.

De acordo com a investigação inicial, pessoas próximas relataram que Verli convivia com episódios de convulsão. Nos últimos meses, ele havia intensificado o acompanhamento médico, com exames e uso contínuo de medicamentos para controlar as crises. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve confirmar a causa da morte nos próximos dias.

Uma crise convulsiva, ou crise epiléptica, ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, interrompendo temporariamente seu funcionamento. A neurologista Anna Letícia Moraes, do Hospital Samaritano Higienópolis, explica que a crise é uma desorganização cerebral. Os sintomas podem incluir rigidez muscular, tremores, movimentos involuntários e perda de consciência.

As causas para as crises são variadas e podem estar ligadas a doenças cerebrais, malformações, AVC, tumores, traumas ou infecções. Quando as crises são frequentes, o paciente pode ser diagnosticado com epilepsia, uma doença neurológica crônica.

Risco de vida durante uma crise

Uma crise convulsiva pode ser fatal em alguns casos. Durante uma crise forte, a área do cérebro responsável pela respiração pode ser afetada, e os batimentos cardíacos podem ser reduzidos, favorecendo uma parada cardiorrespiratória. A neurologista Anna Letícia Moraes alerta que, embora o risco seja pequeno, entre 1% e 6%, ele existe e a falta de controle da condição pode ser fatal.

O tratamento para epilepsia geralmente começa com medicamentos anticonvulsivantes, que controlam entre 60% e 70% dos casos, segundo a neurologista Letícia Pereira de Brito Sampaio, presidente da Liga Brasileira de Epilepsia. A escolha do remédio depende do tipo de crise, idade e sexo do paciente. Quando os medicamentos não são suficientes, outras abordagens incluem cirurgia para remoção da área cerebral responsável pelas crises, estimulação do nervo vago e neuroestimulação responsiva.

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