domingo, 26 de julho de 2026Medicina e saúde das mãos
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Chip reverte cegueira parcial em idosos; veja

Por Médico das Mãos · · 2 min de leitura
Chip reverte cegueira parcial em idosos; veja
ivulgação

Foi aprovado na Europa o implante PRIMA, primeiro tratamento capaz de restaurar, ao menos parcialmente, a visão de pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A doença é a maior causa de cegueira no Brasil e no mundo.

O sistema, desenvolvido pela empresa Science Corp., é baseado em um chip de apenas 2 milímetros, implantado na retina por meio de uma pequena cirurgia. Ele funciona junto com óculos especiais equipados com câmera, sem necessidade de fios.

Os óculos captam a luz do ambiente e transmitem a informação ao chip, que assume o papel da mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. Com o dispositivo, o cérebro volta a processar imagens.

A DMRI avança com o envelhecimento e tem como principais sintomas a perda da visão central, com distorção de linhas retas, surgimento de manchas ou espaços vazios no centro do olho, além da dificuldade para ler, reconhecer rostos e cores. Até então, não existiam tratamentos capazes de reverter esse dano.

A aprovação europeia se apoia em um estudo publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa acompanhou 38 pacientes com atrofia geográfica, a pior complicação da DMRI, ao longo de um ano.

Os participantes, que não haviam perdido a visão por completo, passaram por exames oftalmológicos convencionais. O grupo apresentou uma melhora expressiva na capacidade de captar letras e outros detalhes do cotidiano.

Segundo os dados, o implante permitiu, em média, o reconhecimento de 25 letras a mais nas tabelas oftalmológicas usadas para medir acuidade visual. Oito em cada dez pacientes tiveram ganhos significativos de visão, sem prejuízo do que restava de visão natural.

No total, 84% dos voluntários passaram a conseguir ler letras, números e palavras após o implante. O dispositivo não devolve imagens de alta resolução, mas representa uma mudança relevante no dia a dia de quem dependia de apoio constante para tarefas simples.

Por enquanto, o PRIMA está sob análise da FDA, agência regulatória americana, e ainda não tem data prevista para chegar ao Brasil.

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