Canetas emagrecedoras contra metástase e mais do congresso de câncer

No episódio especial do programa VEJA e Cuide-se, a editora Chloé Pinheiro visitou o Hospital Israelita Albert Einstein para apresentar os estudos de maior impacto divulgados no último congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), a maior conferência mundial sobre câncer.
O oncologista Guilherme Andreatte comentou duas pesquisas. A primeira trata do uso do medicamento daraxonrasibe no tratamento do câncer de pâncreas. Segundo o médico, a terapia dobra a sobrevida de pacientes com quadros avançados da doença. A segunda pesquisa avaliou o uso de canetas emagrecedoras, os análogos de GLP-1, e mostrou uma redução no risco de metástases em tumores de pulmão e mama.
Na sequência, a oncologista Heloisa Veasey explicou o funcionamento da vacina terapêutica personalizada contra o melanoma. A tecnologia é desenvolvida a partir do DNA do tumor de cada paciente. A vacina potencializa a imunoterapia e auxilia o corpo a identificar e eliminar células cancerígenas com mais eficácia.
Para encerrar, o oncologista Fernando Moura falou sobre a biópsia líquida. Ele comentou os resultados de um estudo populacional feito no Reino Unido e afirmou que o exame de sangue para detecção precoce de tumores pode entrar na rotina clínica nos próximos cinco anos. Moura, no entanto, citou os desafios de custo e escala para a adoção do método.
O episódio é uma continuação do programa Câncer: os principais avanços de 2026, no qual os oncologistas Rafael Kaliks e Andrey Soares, também do Einstein, discutiram outros destaques do congresso da Asco.