Anvisa proíbe 10 medicamentos; veja marcas e lotes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou as ações de fiscalização nos últimos meses, resultando na suspensão, apreensão ou proibição de diversos medicamentos, fitoterápicos e suplementos vendidos no Brasil. Os casos envolvem desde remédios de uso comum, como o paracetamol, até falsificações de produtos de alto valor, como o Mounjaro (tirzepatida).
Nesta quinta-feira, 30, a Anvisa suspendeu a distribuição, a comercialização e o uso do lote 114053 do medicamento Paramol 750 mg. A proibição do analgésico e antitérmico à base de paracetamol ocorreu após a identificação de comprimidos com sujeiras e aparência sugestiva de contaminação por bolor. Clientes que possuem embalagens do lote afetado devem interromper o uso e procurar orientação médica ou farmacêutica para substituir a medicação.
No mesmo dia, a Anvisa determinou a apreensão de unidades falsificadas de Mounjaro (tirzepatida). A medida foi tomada após a fabricante Eli Lilly identificar no mercado um produto que se apresentava como original, mas não correspondia aos seus registros. O alerta envolve medicamentos com o lote D881474 e o número de série 302199651396. A agência orienta que o produto seja adquirido apenas em farmácias regularizadas, na embalagem original e com nota fiscal.
A Anvisa também suspendeu todas as preparações produzidas pela farmácia de manipulação Dermo Ervas. A decisão foi tomada após a agência identificar a venda de produtos manipulados com fórmulas prontas e produzidas em escala, prática que não está de acordo com as regras para esse tipo de estabelecimento. A empresa divulga, principalmente, produtos à base de peptídeos, como o GHK-Cu, vendido na forma injetável e sem aprovação para uso em humanos.
Há duas semanas, a agência suspendeu a importação de medicamentos fabricados pela Excelvision, empresa francesa que produz colírios e géis oftálmicos. A medida foi tomada após um alerta sanitário internacional apontar problemas na unidade de fabricação, incluindo relatos de mofo e alterações em embalagens. Foram suspensos preventivamente os lotes dos colírios Hyabak e Thealiz Duo produzidos na unidade francesa a partir de 5 de junho deste ano.
Lotes de cloridrato de dobutamina, medicamento usado em emergências para insuficiência cardíaca aguda, fabricado pela Hypofarma, tiveram o recolhimento determinado após a identificação de desvios de qualidade. Os lotes atingidos são os da versão de 12,5 mg/ml, com as numerações 25071640, 25071641, 24071684 e 24092132. Os produtos apresentaram alterações visíveis, como resíduos, partículas flutuantes, formação de cristais e alteração de cor.
Em junho, a Anvisa suspendeu nove lotes do maleato de enalapril 20 mg, usado no tratamento da pressão alta. A medida atingiu os lotes 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M, fabricados pela Hipolabor. Segundo a empresa, houve um erro de informação na embalagem secundária, que indicava equivocadamente a dose de 10 mg na descrição da composição.
Também no mês passado, a Anvisa suspendeu a venda e o uso do lote 148386 do Halaven (mesilato de eribulina), medicamento utilizado no tratamento do câncer de mama. O lote apresentou desvio de qualidade relacionado à quantidade do princípio ativo, que estava abaixo da especificação aprovada. O recolhimento foi iniciado pela própria fabricante, a United Medical.
No final de maio, a Anvisa acompanhou o recolhimento voluntário de um lote dos medicamentos atorvastatina cálcica 40 mg e rosuvastatina cálcica 20 mg, produzidos pela Cimed. Houve suspeita de troca de embalagens: cartuchos de rosuvastatina 20 mg podem ter sido armazenados, por engano, no lote 2424299 da atorvastatina 40 mg. Como medida preventiva, os produtos desse lote foram recolhidos e o uso deve ser suspenso.