domingo, 16 de agosto de 2026Medicina e saúde das mãos
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B12 em idosos: risco mesmo com níveis normais

Por Médico das Mãos · · 2 min de leitura
B12 em idosos: risco mesmo com níveis normais
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Um estudo publicado na revista Annals of Neurology indica que os níveis de vitamina B12 considerados normais podem não ser suficientes para idosos. A pesquisa, feita por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, avaliou exames de sangue de 231 idosos saudáveis com idade média de 71,2 anos.

Os resultados mostram que mesmo participantes com níveis considerados normais da vitamina apresentavam alterações neurológicas ligadas à falta dela. A vitamina B12 é essencial para o sistema nervoso e para a formação dos glóbulos vermelhos. O corpo não a produz, e ela é obtida por meio de alimentos como carnes, ovos e peixes.

Há dois tipos de B12 no sangue: a holotranscobalamina, que é ativa e bem aproveitada pelo organismo, e a holo-haptocorrina, que é inativa e menos eficaz. Segundo o estudo, idosos com menos B12 ativa sofrem com menor velocidade de processamento cerebral e atraso na percepção visual. Exames complementares nesses voluntários mostraram maior volume de microlesões na substância branca do cérebro e concentrações maiores de proteína tau no sangue, um marcador ligado ao risco de doenças como Alzheimer.

O artigo sugere que ter uma proporção maior de B12 inativa pode ser tão prejudicial quanto a falta da vitamina. Por isso, estar na faixa normal dos exames comuns pode não garantir a proteção neurológica adequada. Nesses casos, podem ser necessários exames mais específicos para medir a atividade da B12.

A geriatra Tatianna Rozzino, do Einstein Hospital Israelita, afirma que é preciso atenção com pacientes idosos que têm uma percepção negativa de suplementos. Ela ressalta que esses produtos podem ser importantes para evitar problemas de saúde, principalmente quando a alimentação fica comprometida. Mudanças físicas e sociais do envelhecimento afetam a dieta. Alimentos de origem animal, ricos em B12, são difíceis de mastigar e exigem boa dentição, o que pode levar os idosos a deixarem de consumi-los.

A geriatra também destaca que o apetite diminui com a idade e muitos idosos passam o dia ingerindo apenas leite, pão e lanches leves. Qualquer mudança na dieta ou suplementação deve ser feita com orientação de um profissional de saúde. A alimentação adequada e o acompanhamento médico constante são a melhor forma de manter uma dieta e um cérebro saudáveis durante o envelhecimento.

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