sábado, 15 de agosto de 2026Medicina e saúde das mãos
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Pigarro na garganta: causas e quando se preocupar

Por Médico das Mãos · · 3 min de leitura
Pigarro na garganta: causas e quando se preocupar
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O pigarro na garganta pode ser um dos sintomas mais incômodos e persistentes após uma infecção respiratória. Mesmo quando todos os outros sinais da doença já desapareceram, ele continua presente, às vezes por semanas, geralmente acompanhado de tosse e outros desconfortos.

Embora as doenças respiratórias, que se tornam mais comuns no inverno, sejam as principais suspeitas, elas não são as únicas causas possíveis para o pigarro. Confira alguns dos motivos que levam a esse sintoma e quando se preocupar.

Infecções respiratórias

As infecções respiratórias são as maiores causadoras dessa sensação desagradável. Gripe, covid, resfriados, não importa: o acúmulo de secreções e a irritação das vias aéreas provocada pelas doenças virais acabam levando ao sintoma. Ele também pode aparecer com complicações como a sinusite.

O pigarro costuma ceder após o fim da infecção, embora possa durar mais que os outros sintomas do quadro. Recomenda-se fazer lavagem nasal e se manter hidratado. Xaropes e dicas caseiras para aliviar incômodos na garganta, como o uso de mel com própolis, podem ajudar, mas o ideal é ouvir um médico antes.

Alergias

Outra causa comum do pigarro são as alergias respiratórias. Diferentemente das infecções, que são causadas por patógenos, aqui a irritação está relacionada a uma reação exacerbada do sistema imune contra determinadas substâncias, que atuam como gatilhos da rinite.

Em geral, o quadro melhora quando a pessoa se afasta daquilo que motivou a crise alérgica, embora isso nem sempre seja possível diante de gatilhos mais difíceis de eliminar do ambiente, como poeira e pólen. Sob orientação médica, pode ser necessário investir em medicamentos antialérgicos, além da limpeza ambiental.

Substâncias irritantes

Expor a garganta continuamente a substâncias que maltratam suas mucosas é outra razão recorrente para o pigarro. O problema é comum em fumantes, mas não é só a fumaça de cigarro que leva ao desconforto: a poluição também pode motivar o sintoma.

O jeito é reduzir a exposição às fontes que causam irritação. No caso da poluição, investir em purificadores de ar pode ajudar. Para o cigarro, tudo depende de se afastar do vício. Quando há vontade de fazer isso, o processo pode ser demorado e desafiador, e o melhor é contar com apoio profissional.

Falta de umidade

O ar muito seco resseca as mucosas da garganta e também pode provocar a sensação de pigarro. Isso pode acontecer num dia de baixa umidade ou em ambientes com ar condicionado, que acabam reduzindo a umidade do local.

Beber água e investir em umidificadores de ar costumam ser técnicas suficientes para eliminar o desconforto quando ele é causado pela secura.

Refluxo gastroesofágico

No refluxo, os ácidos do estômago acabam fazendo o caminho oposto ao que deveriam, irritando as mucosas do esôfago. A consequência mais conhecida é a sensação de queimação, mas os problemas não se limitam à azia: também podem gerar uma tosse crônica que não cede enquanto o problema não for tratado.

Quando se preocupar

Fique atento à persistência da tosse com pigarro. Se o sintoma seguir presente por vários dias, especialmente se você teve uma infecção respiratória recente e não parou de tossir mesmo passadas duas semanas do quadro, é sinal de que uma investigação mais profunda se faz necessária.

Uma visita ao médico permite entender se o pigarro segue ali por uma questão pontual ou é representativo de algum problema de saúde crônico que exige cuidados adicionais. Em algumas situações, o sintoma também pode estar associado a questões mais graves, como um câncer de laringe.

Na dúvida, não hesite em buscar orientação profissional para entender se algo deve ser feito além das medidas paliativas imediatas.

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